Sobre a Aids



Sobre a Aids

Transmissão e
Prevenção


Gravidez e Aids

Teste anti-HIV

  Gravidez e Aids

A gravidez é um momento de preparação. São nove meses de muitos cuidados para garantir a saúde da mãe e do bebê.

É de fundamental importância a realização do pré-natal, o acompanhamento médico mensal da gestação. Em cada consulta, pelo exame físico da mãe e através de exames laboratoriais, o médico pode acompanhar e avaliar a evolução do bebê e as condições de saúde da mãe.

Ao longo do pré-natal, além da gestante poder esclarecer todas as dúvidas que tiver sobre a gravidez, o parto e a amamentação, recebe orientações sobre cuidados com a alimentação, medicamentos que pode ou não tomar, exames importantes que deve fazer e a época ideal para fazê-los. Um desses exames é o Teste de AIDS , o anti-HIV.

Atualmente, a maioria das crianças com AIDS pegam o vírus da mãe. Por isso, é um direito da gestante e do bebê exigir que seja feito o Teste de AIDS durante o pré-natal.


Como a mãe transmite a AIDS para o seu filho:

A mãe pode passar o HIV/AIDS para o filho em três momentos: durante a gravidez, durante o parto e na amamentação. Essa transmissão dificulta o crescimento do bebê e aumenta as chances dele adoecer, podendo, inclusive, levá-lo à morte.


Como proteger o bebê:

Primeiramente, a mulher deve tomar todos os cuidados de prevenção para não pegar o vírus da AIDS e, mesmo na gravidez, usar a camisinha.

Assim que tiver certeza de que está grávida, a mãe deve procurar uma unidade de saúde e fazer, gratuitamente, o Teste anti-HIV . Caso o resultado seja positivo, quanto mais cedo começar o tratamento, maiores são as chances de a criança nascer sadia.

O tratamento é feito com um anti-retroviral chamado AZT (zidovudina) e deve começar a partir da 14ª semana de gestação, perdurar até o final dela e durante o parto. Esse remédio está disponível na rede pública de saúde e é gratuito.

A criança também terá de tomar o AZT até completar um mês e meio de vida e não poderá ser amamentada. O leite materno transmite o vírus da AIDS.

Se a gestante portadora do HIV/AIDS fizer o tratamento corretamente, a criança terá grande chance de nascer sem o vírus.

É importante ressaltar que a AIDS não é a única Doença Sexualmente Transmissível que uma gestante pode transmitir ao seu bebê durante a gravidez. A SÍFILIS é outra DST grave que pode passar de mãe para filho por transmissão vertical.


Gravidez e Sífilis:

A SÍFILIS é causada por uma bactéria que pode passar pelo cordão umbilical e causar a doença na criança, caso a mãe esteja infectada e nunca tenha sido tratada. As conseqüências para a criança podem ser trágicas:

- aborto
- parto prematuro
- síndrome da sífilis congênita

A SÍFILIS CONGÊNITA se manifesta na criança nos primeiros dias ou semanas de vida e atinge várias partes do organismo: sistema nervoso, ossos, fígado, baço, pele e olhos.

Para evitar que isto aconteça, antes de engravidar, a mulher e, se possível, o seu parceiro devem fazer o exame de sangue para sífilis. Caso o resultado seja positivo, ambos devem fazer o tratamento com antibiótico.

Em caso de gravidez confirmada, a mãe deve fazer o pré-natal e realizar o exame para sífilis no primeiro e no terceiro trimestres da gravidez. Se o resultado for positivo, o parceiro também deve fazer o teste e ambos devem ser tratados.

Caso o bebê tenha adquirido a doença, logo que nascer ficará internado para tratamento adequado.